VAI CCD!

Durante os dias 25 e 30 de agosto de 2014 acontecerá no Rio de Janeiro o “Campeonato Carioca de Design”: uma semana de workshops que terá como objetivo investigar relações possíveis entre jogos e práticas de projeto em design, explorando os conceitos de regra, confronto e time. 40 participantes selecionados através de chamada aberta e organizados em 8 equipes disputarão o campeonato, cuja final, aberta ao público, acontecerá no dia 30 de agosto.

“Piso 3D”, 2002, Felipe Barbosa
“Le plus long ballon du monde”, 2003, Laurent Perbos
“What did the peach say to the football?”, 2011, Uta Eisenreich
TOCA!

Num campeonato, diferentes times se apresentam e confrontam seus estilos de jogo. Em campo, cada time opera dentro das restrições do jogo e sujeito a inúmeras variáveis de azar. Árbitros e auxiliares defendem o denominador comum da regra, enquanto o treinador observa e age à distância, dependendo do diálogo com seus jogadores para realizar seu próprio trabalho. Cada jogador dá o melhor de si, consciente de que suas ações dependem das ações de todos os outros em campo.

“The little things make all the difference”, 2004, Jonathan Monk
“Volta”, 2002-03, Stephen Dean
“Os super-homens”, 1965, Rubens Gerchman
CHUTA!

A prática de projeto é regida por dinâmicas semelhantes ao esporte: designers, clientes, colaboradores, e técnicos operam juntos no mesmo campo, condicionados por uma dinâmica de jogo invisível. Porém, contrariamente ao jogo esportivo, o design normalmente enfatiza o produto final – não o jogo em si. O Campenonato Carioca de Design terá como objetivo revelar, discutir, e reconfigurar as dinâmicas do jogo do projeto.

“Born to be Kings”, 1997, Daniela Steinfeld
“Metegol”, 2006, Intrépida Trupe
“México × Brasil”, 2004, Miguel Calderón
“Blindside Run”, 1996, Gabriel Orozco
ÔOOLA!

Apropriando-se do formato da competição esportiva, o Campeonato Carioca de Design será uma plataforma para a discussão crítica de temas como:

  1. Quais as regras e limites próprios ao campo do design?
  2. Qual a relação destas regras e limites com o seu entorno cultural?
  3. Como se desenvolve a noção de confronto na prática de projeto?
  4. Quem faz parte do seu time?
  5. Com quem e contra quem você joga?
  6. No ensino de design, estamos treinando ou jogando?
“Cada um por si”, 2007, Felipe Barbosa
“Pelada”, 2014, Leonardo Finotti
Camisa usada por Pelé foi vendida por £158.000 pela casa de leilão Christies em 2002
UHHH!

O Campeonato Carioca de Design busca jogadores que tenham consciência de seus talentos individuais (no que sou excelente? qual a minha especialidade? como posso contribuir para o time?) e com forte espírito de equipe. Capacidade de colaboração e diálogo são requisitos fundamentais.

Manifestação durante Copa das Confederações de 2013, foto: Daniela Fi
Manifestação durante a abertura da Copa do Mundo da Fifa de 2014, foto: Daniel Amaral
FORA!

Serão formados 8 times de 5 jogadores cada. Usando o formato de um time de futsal como modelo para o CCD, em linhas gerais, cada time será composto por:

  • ● Goleiro, o teórico (ele procura, compensa e absorve as falhas do time)
  • ● Beque, o organizador (ele controla deadlines e a produção)
  • ● Ala-Passador, o que publica (ele passa, facilita, coloca em público)
  • ● Ala-Armador, o crítico (ele problematiza a jogada e propõe caminhos)
  • ● Pivô, o que formata (ele dá a forma final, executa ou torna idéias visíveis)
VANTAGEM!

Para participar da seleção: espera-se que cada jogador comprove seus talentos, sua capacidade de jogo e sua experiência em situações de colaboração. Para tal, preencha o “perfil do jogador” (baixe o template do perfil aqui). Data limite para o envio de inscrições: 10 de agosto às 23:59h.

Preencha o formulário abaixo e envie com o seu “perfil do jogador".

Devido a problemas ocorridos em algumas inscrições, desativamos o formulário no site.

Encaminhe seus dados (Nome completo, data de nascimento, nacionalidade, e-mail, ocupação) junto com o PDF do perfil do jogador para o email peneira@ccd-no-ccd.info.

Obrigado!

Instruções para o PDF “Perfil do jogador”:

  • ● 5 slides/páginas;
  • ● Máximo 10 MB;
  • ● Primeira página ou folha de rosto (obrigatório): nome completo e texto de apresentação (100–300 palavras) descrevendo a si mesmo.
  • ● Páginas 2, 3, 4 e 5: comprovação dos talentos específicos, de forma livre (por escrito, através da apresentação de portfólio, currículo, retrato, auto-retrato, seleção de images que representem o jogador, fotografias, ilustrações, colagens, videos, entrevista, listagens, perguntas, poemas, manifestos, etc).
“Untitled”, 2006, Priscilla Monge
“Sem título (Penalty), 1993, Raul Mourão
GOOL!
  • Julia Born (1975, CH)

    Depois de completar seus estudos na Gerrit Rietveld Academie em Amsterdam, iniciou sua carreira independente, tendo desde então trabalhado para vários clientes dentro do campo cultural. Além de realizar trabalho para clientes, Julia Born colabora com outros artistas e designers em projetos autônomos e investigativos. Julia é professora de design da Gerrit Rietveld Academie, além de crítica convidada da Yale University of Art, (New Haven, Connecticut) e da Werkplaats Typografie em Arnhem, além de ocasionalmente ministrar workshops em outros institutos de arte e design em toda a Europa. Julia Born vive e trabalha em Berlin. — juliaborn.com

  • João Doria (1982, BR)

    cobra o escanteio, pula para a cabeçada e volta correndo para a defesa. De preferência ao mesmo tempo. Mestre em Belas Artes / Design Gráfico, Yale University, 2014. Interessado em quantas formas a mesma ideia pode assumir, explora através de diversos meios a criação de sistemas rudimentares e a comunicação por diversos e simultâneos canais na intenção de investigar onde termina a estrutura e começa a significação. Tal pesquisa é levada a cabo em projetos encomendados e pessoais, tendo recebido bolsas, prêmios e reconhecimento em países como Brasil, Alemanha, Noruega e Estados Unidos. Serviu como professor assistente, vistante e orientador respectivamente na Yale University (EUA), PUC-Rio (BRA), University of Wisconsin-Stout (EUA) e Westerdals School of Communication (NOR). Doria vive e trabalha em Oslo, Noruega. — joaodoria.com

  • Chris Calvet (1976, BR)

    Chris Calvet é formado em Design pela PUC-Rio. Começou seus passos no seminal estúdio Refazenda, com o poeta visual André Vallias e passou por vários outros escritórios do Rio de Janeiro. Abriu, em 2007, com Marcos Leme o escritório Arterial, atendendo pequenos e grandes clientes em projetos de estratégia, web, publicação, identidade entre outros, com participação em exposições e publicações no Brasil e pelo mundo. Fechou em 2012 para voar melhor. Por um ano coordenou a equipe de design da SuperUber e atualmente presta consultoria criativa e desenvolve projetos de design. Odeia citar seus clientes e prefere que os trabalhos falem por ele. Como jogador pode-se dizer que joga nas 11, engole alguns frangos, odeia carrinho por trás e nunca levou bola nas costas.

  • Uta Eisenreich (1971, DE)

    joga bola pelas regras de um jogo completamente diferente. Estudou fotografia e design gráfico na Gerrit Rietveld Academy, Amsterdam. Seu trabalho frequentemente gira em torno das estruturas de jogo e explora interfaces entre fotografia, instalação e performance. A prática autônoma de Eisenreich tem sido apresentada principalmente de forma impressa, publicada em revistas e livros. Recentemente a artista lançou a monografia “A NOT B”, publicada pela Roma Publications, em 2010. Suas fotografias e filmes foram exibidos em exposições coletivas e individuais, na Holanda e internacionalmente. Suas performances – em várias colaborações – têm sido apresentadas internacionalmente em galerias e teatros. Uta Eisenreich é professora da Gerrit Rietveld Academie. Uta vive e trabalha em Amsterdam. — hier-eisenreich.org

  • Felipe Kaizer (1984, BR)

    está eternamente à espera de que o apito soe e o jogo comece. Designer gráfico da Fundação Bienal de São Paulo desde 2009, concentrado no projetos de identidade visual, publicações e sinalização da instituição. Anteriormente trabalhou na Tecnopop e Jair de Souza Design no Rio de Janeiro. Desenhou duas famílias tipográficas, Inocência e Banzo. Pesquisador independente com interesse especial em filosofia continental e metodologias em design. Formado pela PUC-Rio em 2002, apresentou monografia sobre a dimensão política da atividade do design sob a ótica do conceito de ação em Hannah Arendt. Dentro do mesmo assunto, escreveu Para além da capacidade de resposta, publicado internacionalmente em diversos portais. Felipe é co-fundador e editor d'Aplataforma. Vive e trabalha em São Paulo. — felipekaizer.com

  • Nina Paim (1986, BR)

    reescreve as regras jogando o próprio jogo. Após concluir os ciclos básicos de Economia na PUC-Rio e Filosofia no IFCS-UFRJ, Nina estudou design na Esdi / Uerj antes de se transferir para a a Gerrit Rietveld Academie, em Amsterdã, onde se formou em 2012. Seu projeto de graduação foi a “Escola Aberta”, uma escola de design temporária que aconteceu no Rio de Janeiro entre 6 e 11 de agosto 2012. O trabalho de Nina geralmente envolve a participação de outros, e gira em torno de noções como direção e colaboração. Nina trabalha de forma independente como designer, mas vem também fazendo incursões em áreas como curadoria, mediação e ensino. Em junho de 2013 a sua colaboração com Corinne Gisel foi indicada para o Swiss Design Award. Recentemente, como curadora convidada da 26 ª Bienal Internacional de Design Gráfico de Brno, Nina concebeu e projetou a “Taking a Line for a Walk” sobre proposta de projeto e enunciados no ensino do design. — ninapaim.com

VAI CCD!

Para obter informações mais detalhadas sobre o Campeonato Carioca de Design, faça download do nosso press release. Se você tiver qualquer outra dúvida, não hesite em nos contactar directamente por e-mail. Para notícias e informações atualizadas sobre o Campeonato Carioca de Design, por favor verifique a nossa página do Facebook.

“Estádio”, 2013, Eduardo Coimbra
“Football stadium”, 2002, Helmut Smits
“Maracana 2”, 2004, Nelson Leirner

O CCD no CCD está sendo realizado com os recursos do Edital Pró-Design 2013, e conta com o patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro — Instituto Rio Patrimônio da Humanidade e do Centro Carioca de Design.

Concepção e organização
João Doria e Nina Paim

Website
Jakub Straka

Produção e Realização
Automatica

Patrocínio